quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Estou triste...






"As lágrimas não são aquelas que saem dos olhos e rolam pelo rosto, mas aquelas que saem do coração e descem a alma."

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

... me provoca




"Você me provoca,
você me pertuba.
Joga água e sai correndo.
Atira a pedra e me acerta de raspão.
Me espia no escuro e mostra a língua.
Me xinga.
Me atiça.
Invade o meu sossego.
Meu refúgio.
Pisa no meu ninho com os sapatos sujos.
Na minha toca.
Você me provoca achando que não há perigo.
Sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno..."

Em provocações assim muitas vezes o jogo vira! E não damos conta do que aconteceu...

Compreender um olhar...




“Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”
Mario Quitanda

Virtude da paciência...




“Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem.”
John Quincy Adams

Pessoas Brilhantes...





“Quanto mais brilhante você é, tão mais você tem a aprender”
Don Herold

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Saber reconhecer...





"Prayer is not asking. It is a longing of the soul.
It is daily admission of one’s weakness.
It is better in prayer to have a heart without words than
words without a heart."

Mahatma Gandhi



"A oração não é pedir. É um anseio da alma.
Trata-se de um diário de admissão de fraqueza.
É melhor na oração ter um coração sem palavras
que palavras sem um coração."

Que assim seja...


E que o canto ecoe pelos quatro cantos,
que o toque arrepie a pele
e os olhos se fechem
quando os lábios se tocarem.

Que o coração dispare
e o corpo não relute,
que se solte,
que vá e não volte...

Que tenha sabor de amanhecer
e que não termine,
que todos os dias se iluminem
com pitadas de eu e você.

Que seja poesia sem fim,
que não se canse de mim,
que eu não me canse de você,
que protagonizemos esse amor até a visão escurecer.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Verdade do silêncio...


É a verdade do silêncio
que embalo neste regaço
feito de trapos coloridos.
O espelho do tempo
procura o semblante gasto
pela inércia da vontade.
O som forte
deste silêncio
espalma o vigor
de uma fúria
contida
num incontido soluço.
Gestos rasgados
da procura de sons
que serenem
amaciem
o coração cansado,
já atordoado
por este
estridente silêncio.

autor: Rosa Maria Anselmo

Re-amar...

Eu entro nesse barco, é só me pedir.
Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...).
Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes.

Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito,
vou todo dia pra academia (...).
Mas você tem que remar também.

Eu desisto fácil, você sabe.
E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos,
mas eu entro nesse barco, é só me pedir.

Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia.
Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo.
Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir.
Mas a gente tem que afundar junto
e descobrir que é possível nadar junto.

Eu te ensino a nadar, juro!
Mas você tem que me prometer que vai tentar,
que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso,
enquanto tiver forças!

Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena.
Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar. Re-amar. Amar

Se acontecesse..

...se acontecessse
não me conteria falaria coisas que entregariam por completo todas as pulsões que você desperta em mim, talvez te beijasse e te revelasse o quanto seu gosto me excita... que quero mesmo sendo impróprio te querer, despiria meus sentimentos diante dos seus olhos... E vc simplesmente me observaria calculando friamente o quanto é deprimente não consequir controlar as emoções...
... me desequilibra e não está nem aí pra isso.
Às vezes me acordo assim...toda vc

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não quero...


"Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!"
Mário Quintana



Enfim,texto bastante interessante e que fala muita coisa,muita coisa mesmo... afinal acho que todo mundo em algum momento espera (se bem que esperar na vida, é uma verdadeira perca de tempo,pois quanto mais você espera,menos age),consideração... mas consideração verdadeira, carinho, respeito, compreenção, enfim ações que tem por objetivo te fazer se sentir melhor, e que talvez podem nunca vir até você,afinal ninguem nesses últimos tempos anda muito preocupado em fazer algo por alguem pela simples boa vontate!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O que sente...



O que sente por mim!? essa pergunta não lhe sai da cabeça porque nunca tinha parado pra pensar sobre isso, mas o que será que sentia mesmo? sentia que não deveria sentir o que estava sentindo, sentia o coração gelar quando algo o lembrava, sentia vontade de multiplicar o tempo quando o sentia por perto, sentia uma alegria boba por um simples gesto de atenção, e sentia o quanto era gostoso o observar quando estava sério falando e derrepente por alguma bobagem abria um sorriso e fazia um gesto que só o pertencia, sentia medo de olhar nos olhos, de chegar perto demais e não poder conter o desejo que sentia de beijá-lo, sentia que deveria fugir do que estava sentindo para não se machucar mais tarde...sentia saudade.

Improvavél...impossível...

Amor é um fogo...



Não é Camões, mas podia ser.
Afinal os dias bonitos vieram e com eles o Amor com a promessa de felicidade.


Amor é um fogo que arde sem se ver
É poder sonhar sempre acordado;
É ter em minha alma, aconchegado,
Teu corpo e a essência de teu ser.

É ter-te ainda para além de ter,
Sem saber onde começo ou acabo;
E tu me teres e eu em mim te trago,
E não há dor que mate este prazer.

É ter a tua mão dentro da minha,
É onde a alma tu foste pôr
Para que ao meu coração te leve.

É este incêndio que em mim caminha,
Arde nas veias e no teu rubor,
É ser eterno ainda que breve.

Antonio Simões

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Só a saudade é que faz...




"Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo." (Mário Quintana)

Depois que te encontrei...



"E se é meu o amparo do teu riso leve
que é como um cantar
Ele aquieta minha ferida
e tudo se esquece"
Carlos Gardel



Eu cheguei um dia a estar preparada pra te receber. Em tudo que eu te cantava, as curvas que meu corpo fazia, todos os meu gestos te diziam "estou pronta".
Eu te olhava, mas não distraidamente, eu estava inteira e despida, ainda sem você, eu estava desamparada, mas te disse mais uma vez "eu sou tua" e eu nem sabia o que seria da gente. Eu não sabia o que você queria de mim, mas sentia de alguma forma que perto de você eu estaria bem.

Eu te buscava, mas não estava te encontrando. Eu estava costurando uma teia de sentimentos com as letras do teu nome, me amarrei.
Eu descobri, veja bem, você sorria das minhas descobertas, sorria quando eu dizia "olha só, descobri que bom mesmo é te ter por perto". Sim, mas eu estava te dizendo que descobri que não dei nó cego. Você me desatou. Me livrou da tua paixão.

Enquanto eu passava por tantas quimeras e te via difícil e tão cheio de motivos pra não estar comigo, meu corpo não pôde suportar. Meu carinho era puro demais para tolerar mais momentos ruins que os de céu azul e nossas mãos desvendando-se.

Te via um homem e você podia ver o quanto eu morria de medo de você me achar infantil por te abraçar bem forte e dizer "não me deixa só porque eu tenho medo", por nos desenhar de mãos dadas, por pintar corações de vermelho e escrever teu nome.
Te provoquei com minha infância incontida. Minha inocência te insultou demais e as minhas gargalhadas te injuriaram.

Hoje eu sorrio muito mais.
Não chame mais o meu nome, você nunca o fez antes, e se grita me perdoa, eu não te escuto mais.
Hoje eu grito, livre, e ainda que tentasse te explicar todos os motivos que me arrancam os sorrisos que já foram tão teus, seria diminuí - los.

Nós nunca fizemos um pacto, nunca pude sentir o perfume do teu amor, nem ver a cor, tanto menos o gosto. Das mãos quase nunca unidas, eu sabia, era tudo implícito, eu tinha que entender que naquele momento você me dizia "gosto de você". Vou te mostrar o que eu aprendi, ser sincera: explicitamente estou me despedindo, tô indo embora. Vou indo por aquelas bandas, o sol tá bem quente por lá!

Eu não sei de onde saiu você, nem em que momento eu comecei a criar em você a figura de alguém que pode me completar. Alguém tão simples, que vive falando um monte de besteiras e é feliz assim! E nada mais importa.

Não nego, você tem me tirado o sono, o sossêgo, o apetite, me faz encharcar o rosto e ficar com a ponta do nariz avermelhado. Você me faz sorrir bem alto, te beijar bem devargazinho, te olhar com carinha de criança maliciosa enquanto confabula brincadeiras que irão tirar o sossêgo de alguém.

Você é uma faísca que sai de mim, meu melhor verso, meu refrão, minha insônia sossegada, o remelexo da cintura, meu rímel borrado, o cheiro do meu suor, minha pele arrepiada, minha constante embriaguez...

Verborragias e clichês à parte, eu não consigo esconder o que sinto, apesar de não gostar do que é tão óbvio, depois de um tempo, de declarações implícitas e carícias escondidas, você me desconcertou e gosto de você descaradamente.

Rio de Janeiro, queremos PAZ!!!


Sou uma carioca que tem um sentimento bastante ambivalente pelos seus conterrâneos. Por um lado, a pena de ver tanta gente espoliada de quase tudo que é direito inalienável do homem. Experimento a revolta de ver o povo que fala com meu sotaque, que como eu gosta de feijão preto, torce comigo no Maracanã, freqüenta as praias que me encantam e tem o senso de humor e a simpatia que tanto aprecio, permanecer insensível e inerte em face a todo horror infernal que se instaurou na nossa terra. Por que é imoral pedir que a música cesse após a cidade ser ferida na alma e experimentar uma catarse coletiva? Por que nos reunimos para tudo, menos para defender a justiça e o direito?
Pessoas como eu, carioca, se valem por ter uma arma na mão e colocar horror nas pessoas que tanto apreciem a vida, e como vale tão pouco...
Somos obrigados a endurecer os corações, nos cercamos de medo do próximo que não seja nosso conhecido, andamos apressados para alcançar o ponto de ônibus, deixando para trás um belo pôr do sol ou mesmo a possibilidade de um novo encontro. Ou dirigimos nossos automóveis num trânsito competitivo, para chegarmos mais cedo e nos trancafiamos em casa, ligando a TV para nos defrontar com as mais absurdas notícias, sobre a violência em todas as instâncias. Assistimos novelas cheias de personagens que variam de idiotas a vilões da mais baixa categoria ou programas de extremo mau gosto, jornalismos sensacionalistas, que anunciam até flagrante de estupro! E finalmente, dormimos com os ecos das más noticias, após conferir se realmente os portões do prédio estão fechados, se todos da casa estão em segurança.
Pergunto-me a cada dia ao chegar ao trabalho, se terei condições de me manter num clima tenso, onde as pessoas passam a maior parte do tempo em frente ao computador, não percebendo o outro; são ferrenhas detentoras dos seus próprios interesses, onde a desconfiança tira o lugar da solidariedade, onde o autoritarismo determina as atitudes, desestabilizando uns, em detrimento do prazer dominador de outros. E muitas vezes, saio com o mesmo sentimento, com medo de no dia seguinte ter que novamente me manter cautelosa com o que digo, com o que expresso sobre as minhas idéias, com o que faço, com o que escrevo. Sinto-me às vezes, um ser estranho, neste velho mundo novo, tão arrítmico e dilacerado! Mas como sou romântica, prefiro exercitar a minha memória com lembranças do tempo em que podíamos trabalhar em ambientes onde as pessoas interagiam, partilhavam os conhecimentos, comungavam os mesmos interesses, enfim, se percebiam como pessoas, como gente.
Sinto falta do caminhar pelas ruas sem ter medo de ser assaltada, por usar uma corrente de ouro que ganhei da minha mãe, ou um relógio que me dei de presente no meu ultimo aniversário; poder olhar ao redor, paquerar e sorrir espontaneamente, usar sapatos de salto, elegantes, que davam charme ao andar. Hoje, uso bijuterias baratas para não chamar atenção, ando de sandálias rasteiras para facilitar os passos apressados e olho para os lados, não em busca de outros olhos, mas atenta aos riscos que a rua me traz.
Desculpe o medo... mas hoje a única coisa que gostaria de me sentir é protegida!!!

Cristo que nos protege com seus braços erguidos... Dai-nos a PAZ!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O que fazer?


"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivemos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer."
Clarice Lispector

Mude...


Mas comece devagar, porque a direção
é mais importante que a velocidade.
Mude de caminho, ande por outras ruas,
observando os lugares por onde você passa.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Descubra novos horizontes.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
Busque novos amigos, tente novos amores.
Faça novas relações.
Experimente a gostosura da surpresa.
Troque esse monte de medo por um pouco de vida.
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.

Mude.
Dê uma chance ao inesperado.
Abrace a gostosura da Surpresa.

Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.

Lembre-se de que a Vida é uma só,
e decida-se por arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Abra seu coração de dentro para fora.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Exagere na criatividade.
E aproveite para fazer uma viagem longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, a energia, o entusiasmo.

Só o que está morto não muda !

E VIVA!!! PEGUE EMPRESTADO AS IDÉIAS DO AUTOR MANUEL CARLOS E VÁ "VIVER A VIDA"