A única certeza que tenho sobre o amanhã, é que vou sentir saudades.
O único medo que quero carregar, é o medo de me contentar com metades.
A mim parti pela tua partida que o coração não permitiu, negando que toda história e todo enredo possa ter um triste final.
Saber você em nós me prendeu entre as memórias que versam hoje a tua falta e gritam agora a tua ausência.
A distância ainda não me ensinou a te esquecer nos dias que virão sem as tuas cores.
Para que serve ser se não seremos?
De que serve o vento se não for pra anunciar sementes?
Visto um peito apertado e uma boca que não sabe mais dizer o que sente.
Visto um futuro que não sabe o que será pela frente.
Então vivo inventando razões pra me convencer de que as palavras podem me fazer companhia e me contar algo desavisado de mim.
Uma esperança como a porta de um labirinto que um dia entrei quando te conheci, e que hoje não desejo sair por mais que eu possa.
Se o real dever da poesia é salvar os sonhos dos amantes, serei obrigado a me salvar pelo silêncio, ciente de que o Amor em nós dormiu, mas amou inteiro e se enfeitou dos dois quando desperto.


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